Qual é o papel do jornalista e do profissional de relações internacionais diante dos conflitos internacionais? A religião pode ser considerada como o principal motivo dos atuais conflitos internacionais?  Esses foram alguns dos questionamentos apresentados no último dia do 4º Encontro Anual da Imprensa de Pernambuco realizado na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).

Para o professor da faculdade Damas Maurício Wanderley, os conflitos são inevitáveis, mas os profissionais de relações internacionais precisam buscar soluções pacíficas para amenizar esses embates.  O professor também pontuou que as crenças religiosas não são necessariamente a real razão das guerras atuais, mas a boa e velha disputa por poder, é o principal motivo dos enfrentamentos entre as nações. “Não podemos considerar apenas as religiões como único motivo dos atritos, uma vez que, os princípios religiosos não pregam a violência, mas a religiosidade algumas vezes é utilizada para promover as guerras”, comentou Wanderley.

Outro questionamento levantado durante o encontro foi o fato dos principais países que fazem parte do Conselho Permanente de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) formado por Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido serem os maiores fabricantes e exportadores de armamento do mundo. Isso enfraquece as relações internacionais entre as nações e inviabiliza os fundamentos de paz da ONU.

A palestra sobre A Nova Legislação Eleitoral e a Imprensa foi realizada pelo coordenador de assuntos jurídicos da Corregedoria Regional Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco e professor de Direito Eleitoral, Breno Russell Wanderley, que preferiu não falar de imprensa. Limitou-se a comentar algumas mudanças que foram realizadas ao longo dos anos na legislação eleitoral, como a universalização do voto, que estendeu o direito para as mulheres, menores de 18 anos e analfabetos.

Para encerrar o encontro, a jornalista Priscila Leite falou sobre a sua experiência de jornalista internacional, morando na Itália e nos Estados Unidos. De acordo com a Priscila, ser jornalista internacional é um grande desafio, pois o profissional precisa ser muito dinâmico e entender basicamente de quase tudo. Enquanto a maioria dos repórteres locais estão focando geralmente em apenas uma editoria, quem trabalha com cobertura jornalística internacional precisa abraçar diversas temáticas que podem ser esportivas, culturais, comportamentais.

O principal diferencial para Priscila no trabalho internacional é a composição da legislação midiática de cada país, “só depois de viver em outros países foi que percebi que eu não vivia em uma democracia.” Para a jornalista, a concentração dos meios midiáticos nas mãos de grandes empresas brasileiras é prejudicial para a democratização da comunicação, enquanto a liberdade de imprensa é vital para porque valoriza olhares múltiplos sobre um único fato, além de ampliar o debate e o alcance da informação.

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