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Com quase 400 participantes, o Encontro Nordestino pelo Direito à Comunicação reuniu pessoas de todos os estados do Nordeste, com exceção do Piauí, além de trazer gente de outras regiões. A programação contou com quatro mesas de debate e 26 atividades autogestionadas. Realizado pelo CCLF, Fopecom, FNDC/PE e Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), o evento conseguiu abordar temáticas urgentes e diversas dentro da luta por uma comunicação mais democrática.

Rosane Bertotti fala sobre violências simbólicas cometidas pela mídia na mesa de abertura do ENeDC

Rosane Bertotti fala sobre violências simbólicas cometidas pela mídia na mesa de abertura do ENeDC

No primeiro dia, houve a primeira mesa de debates “Somando vozes pela liberdade de expressão”, na qual participaram Luciana Santos, deputada federal e integrante da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação, Rosane Bertotti, presidenta do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). César Bolaño, da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Emiliano José, secretário de Mídia Eletrônica do Ministério da Educação. Nesta mesa foi discutido a importancia de que todas as entidades, coletivos e movimentos que lutam pela democratização da comunicação unam suas pautas para fortalecer o movimento como um todo.

O dia mais repleto de atividades foi a sexta-feira (13), quando foram realizados os debates “Os desafios para o Direito à Comunicação na era digital”, com H.D. Mabuse, do Centro de Estudos Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R.) e Othon Jambeiro, da UFBA, e “A mídia pública, indepentende e comunitária no Nordeste”, com Paulo Rogério, do Portal Correio Nagô, Pedro Rocha, do Coletivo Nigéria de Comunicação e Rita Freire, integrante do conselho curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Na primeira mesa, os palestrantes pontuaram que já está mais que na hora do sistema educacional brasileiro se adequar às novas tecnologias da informação, de forma que seja possível uma inclusão digital de fato, e não apenas a distribuição desigual de acesso à internet. Na segunda mesa, as questões relativas ao apoio (no caso, a ausência dele) institucional à mídia alternativa foram levantadas.

A oficina "Mídia e Direitos Humanos", do coletivo Intervozes, foi uma das muitas atividades autogestionadas realizadas no evento

A oficina “Mídia e Direitos Humanos”, do coletivo Intervozes, foi uma das muitas atividades autogestionadas realizadas no evento

Num momento mais lúdico da programação, o Som na Rural realizou, à noite, em parceria com a organização do evento um ato político-cultural pelo direito à comunicação em frente a Assembleia Legislativa de Pernambuco, na Rua da Aurora. O Coco de toré Pandeiro do Mestre abriu a noite e foi seguido pela poetisa e cantora Lu Rabelo. Durante as apresentações palavras de ordem sobre democratização da comunicação foram ditas no intuito de fomentar o debate sobre a participação política nesse tema.

Debaixo do caranguejo da Rua da Aurora, várias pessoas se reuniram para participar do ato político-cultural do Encontro

Debaixo do caranguejo da Rua da Aurora, várias pessoas se reuniram para participar do ato político-cultural do Encontro

Na última mesa “O Nordeste: liberdade de expressão e regulamentação da comunicação”, que aconteceu no sábado (14), os palestrantes Cristian Góes, jornalista sergipano, Gustavo Ferreira, da UFPE, e João Bosco Fontes, procurador regional da república do Ministério Público, discutiram sobre como o sistema judiciário brasileiro pode ser nocivo servindo ao Estado para censurar a mídia e como esses atos autoritários não devem ser confundidos com a regulamentação das comunicações, que é uma das principais demandas da luta pela democratização da comunicação. Na plenária final do evento, representantes de cada estado do Nordeste relataram como é a luta por uma comunicação mais democrática no âmbito estadual e como ela pode ser fortalecida em ambientes propícios de diálogo entre entidades, coletivos e grupos, tais como o Encontro Nordestino pelo Direito à Comunicação.

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