O Grupo de Trabalho da TV Pernambuco apresentou, na tarde deste dia 8 de junho, o relatório final da proposta de reformulação da emissora, realizado a parir de um processo de consulta à sociedade. Ao todo, foram realizados três encontros temáticos abertos à participação do público. Dezenas de sugestões também foram enviadas através de correio eletrônico. No seminário de apresentação do resultado, a diversidade era visível. Cerca de 100 pessoas, entre produtores, artistas, jornalistas, estudantes, radialistas e representantes de organizações da sociedade civil estiveram presentes e puderam dar seus últimos palpites sobre o documento.

O diretor-presidente do Detelpe/TV Roger de Renor e o integrante do GT Eduardo Homem (CCLF/TV Viva) conduziram a apresentação. Com relação à gestão, a proposta mais significativa é a da criação de uma Empresa Pernambucana de Comunicação – marco legal defendido pelo grupo para que a emissora possa ser gerida de forma independente e sustentável. A instância máxima desta EPC seria um Conselho Diretor composto de 15 pessoas, sendo que oito delas representariam a sociedade civil.

“Esse conselho tem a prerrogativa de indicar o diretor geral da TV, por exemplo. Ele também servirá para defender o caráter público desta emissora”, afirmou Eduardo Homem, prevendo que a discussão sobre a criação dessa empresa será aprofundada no início do próximo ano. “A conjuntura eleitoral desse ano dificulta essa tramitação, mas as mudanças na emissora já podem ser vistas nesse período que chamamos de ‘transição'”.

De fato. A prioridade zero da nova gestão da TVPE é a melhoria da rede de transmissão, hoje obsoleta. Alguns transmissores importantes, como o de Petrolina, já foram consertados. Mas uma reforma completa no sistema já está garantida por um investimento de R$ 2,4 milhões recém-liberado pela Secretaria de Tecnologia, Ciência e Meio Ambiente, que hoje é responsável pela emissora.

A programação também já começa a ser adequada às normas da Rede Nacional de Comunicação Pública, seguindo critérios de regionalidade, diversidade e promoção dos direitos humanos. “Nossa televisão deverá refletir o que se produz hoje no estado. Será menos uma produtora e mais um canal de veiculação dos conteúdos que são se serão produzidos de forma independente”, avisa Eduardo.

Para Roger, a entrega do relatório significa o início de mais uma etapa no fortalecimento do sistema público de comunicação em Pernambuco. “Vamos precisar manter a mobilização em dia, especialmente este ano. Precisamos que, também no poder legislativo, tenhamos gente disposta a defender o direito à comunicação e a TV Pernambuco”.

Aprovado em sua essência pelo público presente, o relatório agora será também apresentado em Caruaru, onde fica a geradora da TV Pernambuco. Depois disso, irá ser entregue formalmente ao governador Eduardo Campos.

Para conhecer o relatório completo, clique aqui. Ou aqui, para uma versão resumida.

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