O caso da advogada brasileira que denunciou ter sido vítima de xenofobia causou uma imensa repercussão na mídia (antes do  Carnaval). De repente, não se sabe o que aconteceu. Cadê a continuidade da notícia? Que fim levou?  O que, de fato, aconteceu? E porque a imprensa parou de noticiar?
O programa Opinião Pernambuco, semana passada, levou especialistas para discutir a cobertura da mídia em relação ao caso e, de fato, os e as críticas da mídia constatam essa invisibilidade repentina. A imprensa levou um furo? Não era bem aquilo que apuraram? Apuraram? Se não foi, o que aconteceu? Aproveitamos para parabenizar os debates que o Opinião fazem em relação à mídia.  Mas, voltando ao assunto,  porque a mídia parou de noticiar?
Para além dos motivos que levaram a mídia, em geral, a não continuar a acompanhamento do fato, é importante observar como a imprensa possui o poder de tornar invisível um assunto na sociedade….A sua responsabilidade na esfera pública, ou seja, nos debates do dia a dia e na construção da realidade, é  muito grande na atual sociedade.  O problema é que nessa diversidade e pluralidade de idéias observa-se que a diversidade dos meios não reflete essa pluralidade. Neste caso, há uma semelhança na linha editorial entre todos os veículos, que foi invisibilizar a continuidade dos fatos.  Isso é preocupante. Será que nenhum veículo não tenha interesse em mostrar para população o desfecho do caso? Quais são os motivos?

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