Os programas policialescos assolam a tevê brasileira, exibindo pessoas que por terem se envolvido em alguma ilegalidade são expostas nas portas de delegacias e despidas de qualquer dignidade por jornalistas que se veem no direito de julgar antes mesmo do poder judiciário. O filme “TV Alma Sebosa”, do diretor Daniel Castelo Branco, exibido no segundo dia do mini-curso sobre Direito à Comunicação na Unicap serviu de gancho para o promotor Maxwell Lucena e o integrante do CCLF, Renato Feitosa, debaterem como a mídia brasileira, em especial esse tipo de programa podem ser nocivos e antiéticos. O minicurso foi promovido pelo DA De Direito da universidade, em parceria com o Centro de Cultura Luiz Freire.

Na mesa “Justiça e reparação nos meios de comunicação” foi discutida a problemática de como coibir condutas por vezes criminosas dos meios de comunicação e como esses programas policiais são majoritariamente violadores dos direitos humanos e ainda assim seguem impunes. Maxwell enfatizou que, como na legislação atual esse tema é pouco abordado, ela acaba por ser insuficiente para punir corretamente crimes cometidos pela mídia.  Isso obriga operadores do direito a usarem de outras leis que não necessariamente versam sobre esse tipo de crime.

Como forma de tentar combater esse comportamento agressivo e desrespeitoso dos meios de comunicação, a campanha “Palavras tem Poder” foi citada como instrumento de denúncia para ser utilizada pela sociedade civil ou mesmo por jornalistas – já que também recebe casos de censura. Para saber mais sobre a campanha ou para apontar alguma violação de direitos humanos em meios de comunicação, entre no site da campanha.

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