Durante o carnaval, a mídia pernambucana ( todas elas) investe pesado na cobertura da festa. São dezenas de repórteres disponíveis, aumenta a grade da programação local  e as páginas dos jornais locais;  há matérias sobre os carnavais nos bairros do Recife e a folia no interior do Estado.  É importante também dizer que as matérias buscaram mostrar a diversidade da cultura durante a festa: maracatu, frevo, afoxé, coco de roda, samba e outros.
Por outro lado, agora vendo nas ruas, chama sempre atenção:  a vontade de algumas pessoas aparecer na televisão ou dar um entrevista aos jornais. Blocos que passavam ou demoravam em determinadas ruas porque a imprensa estava lá; gente que tirava foto com jornalistas. E assim são inúmeros exemplos.  Esses “anônimos” estão lá nos jornais, sejam nas fotos ou nas declarações. Esses “anônimos” também apareciam através de emails e telefonemas que eram enviados para as redações e os repórteres, principalmente de TV, comentavam as suas declarações ou as exibiam na tela.

O Carnaval, sob a ótica do conteúdo jornalístico,  serve como  uma amostragem da quantidade de notícias locais (incluindo notícias do interior) que temos para divulgar. Tem muita coisa que pouco conhecemos e que precisa ganhar espaço para além do carnaval, pois esses grupos  também  trabalham durante o ano todo e poderiam ter uma visibilidade mais constante.  

Além disso, o recurso da interatividade, que começa a ser usado com mais freqüência em festas e em programas de esportes, também poderia ser um canal constante, no qual o ouvinte ou leitor pudessem fazer  comentários sobre o conteúdo das notícias publicadas.  É o que a gente chama de controle social, ou seja, a sociedade dialogando com a mídia sobre o seu conteúdo, a posterior.

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