Praticamente, todos os dias os jornais trazem notícias sobre a situação da política de saúde nos estados. Mas, o que a população não sabe, ou pouco sabe, é sobre a dificuldade que os jornalistas encontram para ter acesso às emergências hospitalares. Ontem, na Rádio Jornal, um jornalista indagou o secretário da saúde, João Lyra Neto, sobre os motivos dessa proibição e teve como resposta pública que a imprensa pode  entrar no local. Uma ótima notícia. Mas, hoje, uma  nota, na Coluna Repórter JC, no Jornal do Commercio, informa que a assessoria de imprensa mais tarde  “disse que não”. 

Muito importante o JC publicar esse diálogo com a assessoria de imprensa do Governo do Estado e externar uma questão que diz respeito a todos/as, ou seja, é para além de uma relação entre assessoria e jornal. Só achamos que o assunto merecia uma matéria maior.

Esse acesso às emergências não é apenas uma discussão se pode ou não. Estamos falando do direito à informação, da famosa “liberdade de expressão”, do direito à comunicação.  Mostrar uma emergência é uma forma de contribuir para garantir o direito à saúde daquelas pessoas. Mostrar imagens em espaços lotados ou inadequados são formas antigas, mas que ainda funcionam, de pressionar governos para que se tomem medidas.

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