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Nas comunidades e universidades, comunicação democrática em pauta

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Por Daniela Marreira (Centro de Cultura Luiz Freire)

No início do mês de setembro, o governo interino de Michel Temer exonerou o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), além de extinguir o Conselho Curador  da empresa pública – ferramenta essencial para garantir a pluralidade de vozes e a participação popular -, ato que retira o mínimo necessário para assegurar que uma emissora pública permaneça democrática. Em um ano marcado por diversos golpes contra a democracia e a liberdade de expressão, se torna cada vez mais necessária a discussão sobre a democratização da comunicação.

Com o objetivo de promover atividades que denunciem as violações à Democracia e aos Direitos Humanos por parte da mídia hegemônica, que defendam a comunicação pública brasileira e que discutam a necessidade de uma comunicação mais plural, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) em Pernambuco em parceria com instituições e coletivos voltados para comunicação e democracia, organizou entre os dias 13 e 23 de outubro a Semana Nacional pela Democratização da Comunicação. Em Pernambuco, a semana ocorreu entre os dias 17 e 26 de outubro e organizações da sociedade civil, universidades, faculdades e coletivos de comunicação, promovendo debates, oficinas, rodas de diálogo e exibições de filmes que ponham em pauta questões relativas aos direitos humanos e à Democracia.

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Na continuidade da luta pela democratização da comunicação, pensando e construindo uma comunicação plural e autônoma, o Centro de Comunicação e Juventude do Recife (CCJ Recife) promoveu, em comemoração aos 10 anos do coletivo, a I Semana de Comunicação Popular, de 24 a 30. O evento contou com oficinas, seminários, exibições de filmes e rodas de conversa que tinham como foco a comunicação popular, plural e autônoma.

“A  gente sabe que a comunicação hoje em dia tá na mão de poucos, tá na mão de uma elite e é muito importante que a gente faça nossa comunicação, que a gente fale das nossas pautas pra não deixar outras pessoas de fora falar sobre os nossos assuntos com um ponto de vista muitas vezes errôneo, muitas vezes que não condiz com a realidade” disse Iris Regina, educadora e designer do CCJ Recife.

Com o objetivo de fortalecer os jovens da comunidade através da comunicação, o CCJ realiza atividades de capacitação nas áreas de comunicação, linguagem audiovisual, além de incentivar a participação desses jovens em espaços de discussão dentro e fora da comunidade. “É muito importante que, quando vá se falar das nossas comunidades, do povo negro, das mulheres, que a gente produza esse material. De dentro pra fora, não de fora pra dentro”, completou Íris.