Notícias


Globo tem seu aniversário “descomemorado” no Recife Antigo

Faixas e cartazes denunciam as irregularidades da Globo

Faixas e cartazes denunciam as irregularidades da Globo

Para que a sociedade não esquecesse os danos e crimes cometidos pela Rede Globo ao longo de sua trajetória,  no seu aniversário de 50 anos, militantes de diversos coletivos realizaram um ato de “descomemoração” da emissora neste domingo (26), na Praça do Arsenal, no Recife Antigo. Integrantes de grupos organizados e indivíduos que se identificaram com a causa caminharam em cortejo que culminou no Marco Zero.

Sonegação de impostos, violação de direitos humanos, manipulação de informação, caráter golpista e ser um fruto da ditadura foram algumas das críticas feitas durante a marcha à Globo, que exibiu na sua grade diversos programas especiais para comemorar essa data, tentando assim “reescrever” seu passado e presente antidemocrático.

O protesto que seguiu pelas movimentadas ruas do Recife Antigo foi animado pela batucada do Levante Popular da Juventude que cantavam canções e paródias bem humoradas sobre a Globo e sobre a necessidade de união popular para garantir a liberdade de expressão. Embora tenha tido foco nas críticas à emissora, também contou com falas propositivas para quebrar o oligopólio da mídia, que não é exercido apenas pela Globo, mas sim por várias empresas privadas de comunicação que se beneficiam da legislação falha que rege o uso das concessões públicas de radiodifusão.

Para Ana Flor, do Levante da Juventude de Pernambuco, “nós precisamos de uma constituinte soberana e exclusiva do sistema político, para que – com um Congresso escolhido de forma mais democrátia, a gente consiga fazer a democratização da mídia. Com o povo na rua se unindo, conseguiremos fazer uma reforma política e midiática, porque eu acho que as duas tem que acontecer juntas”, ressalta ela.

Para a psicóloga Patrícia Simões, que se juntou ao cortejo durante o percurso, as ações individuais também são muito importantes para quebrar esse monopólio, “precisamos mudar os nossos hábitos do dia a dia, questionar nossos valores, por exemplo, que valores estamos assumindo como nossos e de onde vem esses valores? Isso gera uma mudança na busca de informação, estar atento a qual fonte estamos usando para nos informar”, diz ela.