Levar para o âmbito acadêmico a discussão sobre o direito de acesso à informação de interesse público é um dos objetivos que o curso de Jornalismo da Faculdade do Vale do Ipojuca (Favip), de Caruaru, busca com a disciplina Comunicação Pública. Além deste tema, a disciplina também propõe discutir o trabalho das assessorias de imprensa de órgãos públicos, visando a analisar o processo de troca de informações entre as instituições e a sociedade.

Depois da reformulação da grade curricular, o colegiado do curso decidiu inserir este e outros três novos componentes na estrutura do currículo. Comunicação Pública é uma disciplina obrigatória do sexto período de Jornalismo, com carga horária de 72h, e será ofertada a partir do primeiro semestre de 2011. O conteúdo programático foi elaborado com base em temas como acesso à informação, comunicação como direito humano, informação de interesse público, papel da assessoria e leitura crítica de mídia, entre outros.

O processo para inserção da disciplina na grade curricular levou aproximadamente um ano. A coordenadora do curso de Jornalismo, Rosângela Araújo, diz que a ideia inicial surgiu quando o colegiado estava discutindo as diretrizes curriculares de Jornalismo para serem sugeridas ao Ministério da Educação. Em meio a este debate, “fizemos uma pesquisa com os alunos para saber onde eles estavam atuando”, conta Rosângela, “e muitos deles estagiavam em assessorias de imprensa de órgãos públicos”.

Desta ideia inicial, surgiu o curso de extensão A prática da comunicação pública na assessoria de imprensa, realizado pela Favip em 2009 e 2010, e a disciplina Comunicação Pública, ofertada primeiramente no curso de especialização em Assessoria de Imprensa, na pós-graduação da Faculdade. Os conteúdos programáticos destes dois cursos são base temática e de discussão para o programa da disciplina na graduação.

De acordo com a professora Ana Paula Lucena, integrante do Fórum Pernambucano de Comunicação (Fopecom), que irá ministrar Comunicação Pública no próximo ano, com a disciplina, os estudantes “irão compreender que a comunicação é um direito humano e que o cidadão tem direito a acessar informação de interesse público”. E complementa que “a partir desses conhecimentos, os alunos poderão exercer a profissão — no setor público — mais voltados a atender também o interesse da população”.

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