Hoje, o Jornal do Commercio traz duas notícias que envolvem a temática das políticas públicas de comunicação. A primeira delas é sobre o jornalismo solidário. Solidário (?), como assim? Coincidentemente, o CCLF participou de um debate, um bom debate, sobre jornalismo, que contou com a presença do mestre jornalista Alberto Dines e vários outros importantes nomes da comunicação neste país. No debate, havia um questionamento sobre esses adjetivos que agora aparecem na prática do jornalismo – cidadão, investigativo, solidário, entre outros.

Para nós, do CCLF, estranho ter um adjetivo para a prática do jornalismo, por entender que a sua essência pressupõe investigação, cidadania, ética, ou seja, tudo que está pautado no código de ética. Só não acreditamos na imparcialidade jornalística, pois sabemos que sob a prática jornalista há uma linha editorial que define os rumos da matéria.

É importante resgatar ou explicitar novamente que jornalismo é isso, envolve todas essas questões. Por que se não for assim, então o que é jornalismo?

A segunda matéria que chama atenção é sobre a repercussão do uso da tecnologia digital do Canal 2. Muita gente na rua, que encontramos, ontem, conversou sobre isso. Mas, nem todos e todas podem ter acesso. È preciso comprar o conversor, que, numa pesquisa rápida, está custando, no mínimo, R$ 200,00. Mas, para ficar perfeito, a Tv tem que ser plana. Coloque aí uns R$ 1.000, 00. Essa é a primeira barreira que o Ministério das Comunicações não resolveu. Uma outra questão é que a tecnologia deveria e poderia possibilitar que mais produções independentes pudessem estar passando no canal. Será que a Tv Jornal, agora com mais um canal ou espaço, irá abrir essa possibilidade? As matérias dão o foco que a tecnologia vai ser boa para os anunciantes, os publicitários. E, para o povo, é só a imagem melhor?

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