Cerca de 500 radialistas e dirigentes de rádios comunitárias, representantes estaduais e regionais da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço), se reuniram de 20 e 22 de janeiro, em Brasília,  para o VII Congresso Nacional da Abraço, cujo tema foi As rádios comunitárias, as inovações tecnológicas e o desenvolvimento local sustentável. No encontro, também foi criado o Coletivo de Mulheres da Abraço, a fim de legitimar a participação feminina na gestão e direção da Abraço.

Durante as conferências estaduais, que aconteceram a nacional, e foram realizadas durante o ano de 2010, decidiu-se que cada delegação estadual deveria ser formada por, pelo menos, um terço de mulheres. O encaminhamento foi importante para a formação do Coletivo, que tem como coordenadora nacional Kamayura Saldanha, da Bahia, e como vice-coordenadora Luzia Franco, do Rio de Janeiro. Também foram eleitas duas coordenadoras para cada região, sendo uma titular e outra suplente.

Entre colóquios e conferências, tendo como base central a democratização da comunicação, foram debatidos temas como a sustentabilidade das emissoras comunitárias, a qualificação e capacitação dos agentes das rádios, além da discussão da Lei 9.612, que rege as RadComs.

Tecnologia social – O conceito de tecnologia social – trazido para conferência pela Fundação Banco do Brasil – também foi ponto-chave de discussão, o qual se relaciona intimamente com o papel das rádios comunitárias. Este conceito busca a transformação social, a partir de técnicas e metodologias reaplicáveis, articuladas com a realidade local. Segundo a Fundação, as rádios comunitárias são exemplos de tecnologia social, já que produzem conteúdo informativo e de entretenimento, de forma integrada com a comunidade, visando transformações e melhorias

O evento, que  aconteceu no Museu Nacional,  prédio do Conjunto Cultural da República,  contou com a participação de representantes da Fundação Banco do Brasil, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Brasil, do Conselho Federal de Psicologia e do Sindicato dos Professores (Sinpro).

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