Por: Josuel Mariano da Silva Hebenbrock*

Isso é um motivo para se orgulhar? A Alemanha está na ponta do “Índice de Percepção da Corrupção”, um ranking da Transparência Internacional, entre os 15 países menos vulneráveis à corrupção. Os primeiros lugares foram para os países menores como: Dinamarca, Suécia, Finlândia, Holanda, Noruega e Suíça. Em outro ranking mundial sobre a a liberdade de imprensa, preparado anualmente pelos “Repórteres sem Fronteiras” a Alemanha aparece na posição 17, posição favorável ao país. Mantendo a vantagem mais uma vez estão os países pequenos como: Finlândia, Islândia, Holanda, Noruega, Suécia e Suíça, todos eles compartilham o primeiro lugar.

Estônia e Lituânia foram os únicos países do antigo bloco do Leste que ficaram logo atrás dos top 15. Como as únicas nações não-européias estão Nova Zelândia e Japão no grupo de elite. Os retardatários no ranking de corrupção são o Sudão, Turquemenistão, Uzbequistão, Mianmar e Somália, como também Afeganistão e Iraque. Estes últimos dois, devido os anos de guerras. Os países com o índice de mais baixa liberdade de imprensa foram concedidos a Síria, Mianmar, Irã, Turcomenistão, Coréia do Norte e Eritréia.

Analisando os dois rankings mais de perto, três pontos são particularmente notáveis. Tanto em relação à repressão da corrupção como também da liberdade de imprensa possuem Europa, América do Norte e Oceania fortes posições. Singapura é, aparentemente, o único país do mundo que lutou com sucesso contra a corrupção sem uma imprensa livre. Segundo, na Europa, há um dramática diferença entre norte-sul e uma forte divisão leste-oeste. Os dois grandes vizinhos da Alemanha, França e Polônia, diferem drasticamente no ranking de combate à corrupção. A França se encontra em 25º lugar, enquanto a Polônia antigiu a posição de número 41. A Itália está, no entanto, longe e classificou-se em 67° lugar, atrás de Ruanda e à frente da Geórgia. Em liberdade de imprensa a Polônia foi colocada ocupando o lugar 32, enquanto França, 44. A velha Itália, cuja grande imprensa é controlada pelo primeiro-ministro Berlusconi, também alcançou o seu ápice classificada na posição 49.

E em terceiro lugar: finalmente, as duas classificações mostram claramente que há um alto grau de liberdade de imprensa correlacionada impressionante com uma baixa susceptibilidade à corrupção. Com isso chega-se a à conclusão que a liberdade de imprensa ajudar a combater a corrupção, no sentido de inibir esta prática maléfica.

Para o professor honorário, Peter Schiwy da universidade de Speyer – Alemanha, garantir a liberdade de imprensa a todos os meios de comunicação e promover o controle social da mídia são os fundamentos para a existência de uma Alemanha verdadeiramente democrata. Para o professor, foi através destes meios que este país conseguiu o sucesso, a liberdade, o reconhecimento internacional e o auto padrão de vida.

Ao meu ver, desenvolver ações de combate à corrupção é necessário, no entanto, não só a liberdade constitucionalmente garantida de imprensa, mas também um jornalismo que seja financeiramente independente, suficientemente equipado e com profissionais capacitados. (www.zeit.de)

*Doutorando em Comunicação Política pela UPF – Universitat Pompeu Fabra – Barcelona/ Espanha, investigador visitante júnior do ICS-UL – Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa/ Portugal e integrante do Núcleo de Estudos e Ações sobre Democracia e Direitos Humanos (NEADDH), da UFPE – Universidade Federal de Pernambuco/ Brasil.

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