Começa segunda-feira (14) a I Conferência Nacional de Comunicação. A delegação pernambucana seguirá com 68 delegados/as representando o estado. Quanto às propostas, das 550 elaboradas nas etapas preparatórias, apenas 117 foram devidamente cadastradas no sistema da Confecom.
 
A ampla participação estadual com os seus 184 municípios, que realizaram plenárias em 12 microrregiões, acabou não garantindo o resultado do saldo organizativo do trabalho. A maior parte das propostas do estado serão viabilizadas num caderno à parte, juntamente com as de Alagoas e Maranhão, que também não realizaram a inclusão de suas propostas a tempo.

A conferência de Pernambuco terminou no dia 17 de novembro. O prazo para o cadastramentro de  propostas encerou dia 28 de novembro. “Houve muito trabalho para realização das conferências, em todas as suas etapas, mas infelizmente, ao final, tudo isso foi desconsiderado”, diz Everaldo Costa, representante do Grupo de Informática, Comunicação e Ação Local  (Giral) , delegado por Pernambuco, no segmento sociedade civil, na área de Juventude.
                             
“Nenhuma das propostas era pra ter ficado de fora”, diz  Tarso Penaforte, integrante da delegação de Pernambuco pela sociedade civil empresarial. De acordo com o representante da Telebrasil, pode haver propostas únicas de Pernambuco, que seriam importantes que entrassem, mas que agora não se sabe se foram para Brasília ou não.
 
“Liguei para secretaria executiva do governo diversas vezes e perguntei se precisavam de ajuda para cadastrar as propostas. Disse que poderia disponibilizar o pessoal da Claro, da Nextel, da Oi e Vivo para colaborar. Mas ouvi que não precisava e que estava tudo certo”, conta o empresário, integrante da comissão organizadora estadual da Confecom.
 
Penaforte citou a importância de entrarem temas ligados a TV por assinatura, banda larga e uma questão que chamou atenção: a garantia da produção de conteúdos de livros e material didático no próprio estado.

Metodologia –  após o fechamento do caderno de propostas na etapa estadual, as contribuições dos segmentos previam a organização por palavras-chave ou subtemas, e assim, a inserção on-line, em formulário padrão do sistema da Fundação Getúlio Vargas(FGV), responsável pelo recebimento. As senhas de acesso eram informadas, segundo a Fundação, aos presidentes das comissões organizadoras estaduais (COEs).
 
“Acredito que deve ter ocorrido uma falta de comprometimento com as propostas elaboradas, discutidas e aprovadas por cidadãs e cidadãos nos diferentes pontos do estado”, afirma Everaldo.
 
O Ombuds PE procurou contactar a secretaria especial de imprensa de Pernambuco, que presidiu a COE,  mas não conseguiu obter nenhum posicionamento oficial sobre o ocorrido. Nosso espaço, porém, continua aberto para que o governo estadual possa colocar suas posições sobre esse processo.

 

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