O acesso ao conteúdo de produção audiovisual passa a contar com mais fôlego no estado. Foram anunciados ontem, no cinema São Luiz, os 46 projetos vencedores do edital Cine Mais Cultura, do Ministério da Cultura (MinC). A ação foi realizada em parceria com governo do estado por meio da  Fundação do Patrimônio Artístico e Cultural ( Fundarpe)

Entre os contemplados, estão associações culturais, organizações não-governamentais e espaços educativos distribuídos entre as 12 regiões de desenvolvimento do estado, que irão receber projetor, telão, equipamento de áudio, câmera digital e pacote de DVDs  com filmes selecionados pela Programadora Brasil, além de oficinas em cineclubismo, promovidas pela Fundarpe.

De acordo com Silvana Meireles, Secretaria de Articulação Institucional do MinC , também coordenadora do programa Mais Cultura que prevê ações como Pontos de Leitura, Memória, entre outras, a iniciativa dialogo diretamente com as demandas propostas na II Conferência de Cultura, encerrada em março último. “Entre as 32 propostas prioritárias aprovadas na conferência encontramos a necessidade de equipamentos culturais em todas as regiões, além de circulação da produção cultural e intercâmbio”.

Silvana afirma que, embora o país hoje seja considerado a oitava economia mundial, em Índice de Desenvolvimento Humano ( IDH) ocupa a 75ª posição e, para a secretaria de articulação, a cultura é um vetor importante na redução dos índices de desigualdade.

Na cerimônia,  a presidente da Fundarpe Luciana Azevedo focou a integração dos pontos de exibição com as políticas de cultura no estado.  “Os cines vão estar dialogando com a economia da cultura, com as estações culturais, Pontos de Cultura e áreas e formação”.

Segundo Gê Carvalho, presidente da Federação Pernambucana de Cineclubes (Fepec) e monitor de oficinas do Cine + Cultura, os núcleos são importantes espaços de discussão, reflexão e formação do olhar, além de espaços de integração.

Itamaracá

“Temos potencial cultural, muitas belezas naturais e diversos pontos turísticos que a própria comunidade não conhece. Um deles, o pessoal só descobriu quando passou na TV, recentemente”, disse Edvaldo Jr., secretário executivo de cultura da Ilha de Itamaracá, contemplado no edital , como representante da Associação teatral Ato-Art´s .

O secretário disse ter planos de ampliar a atuação do núcleo de exibição, que deve dar visibilidade a práticas da comunidade.  “Vamos trabalhar nas escolas com educação complementar , também diferenciada, e usar o cine para potencializar isso. Vamos integrar  produção e  registro do nosso fazer cultural, depois exibir para comunidade. Assim, poderemos conhecer melhor os nossos fazeres e ficar sabendo o que acontece no entorno”, afirma.

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