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Nota do SinjoPE e da Fenaj sobre demissões no JC

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco (Sinjope) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) vêm a público lamentar e repudiar as demissões em massa no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), do Grupo JCPM, transferindo para os profissionais os ônus dos seus erros. Nesta quinta-feira a Diretoria de Redação do Jornal do Commercio publicou “comunicado oficial” para tentar explicar a reestruturação da redação do Jornal do Commercio, informando a demissão de onze jornalistas e outros três profissionais do setor administrativo.

Além de reeditar a fácil alegação da “difícil conjuntura por que passam as empresas de comunicação do país”, a empresa se refere como suposta justificativa à “ necessidade de um permanente processo de modernização”, como se tais profissionais fossem avessos ou opositores a inovações.

Cada profissional carrega em si históricos de competência que os levaram a assumir, inclusive, cargos de chefia. Históricos que, como tantos outros que permanecem na empresa, constroem a identidade vencedora da qual o SJCC e o JCPM tem se orgulhado ao longo dos anos.

O comunicado das demissões se refere ainda a “avaliação criteriosa” que teria motivado as dispensas. É inevitável o questionamento desses critérios visto que dentre os demitidos estão profissionais que se dedicaram ao máximo para cumprir as metas estabelecidas pela diretoria para a redução dos custos.

Na verdade, o comunicado omite informações que tornam ainda mais preocupantes as demissões no SJCC. Somente no caso de jornalistas, as dispensas no SJCC começaram com os 4 correspondentes do NE10 do BA, CE, RN e PB, aos quais somaram-se, no mesmo período, outros 13 , totalizando 28 profissionais com as demissões anunciadas hoje. Para uma empresa que sempre alardeou sucesso e conquistou prêmios pelo talento e competência dos seus profissionais, os números são sombrios.

O Sinjope e a Fenaj entendem que se as empresas de comunicação passam por tempos de revisão de projetos de negócios, não é pela banalização das demissões que encontrarão uma solução. Muito menos com a dispensa de profissionais que, por competência alcançaram patamares salariais mais elevados, inclusive exercendo cargos de chefia.

O Sindicato repudia que a conta pelas possíveis ineficiências econômicas das empresas seja paga apenas com o fechamento de postos de trabalho. Uma reestruturação não pode deixar de considerar a supressão de regalias e gastos supérfluos em setores que não foram alcançados pelos desligamentos. Ainda, faz-se urgente uma revisão e a melhoria nos setores e processos responsáveis pelo incremento do caixa das empresas.

Sinjope e Fenaj se solidarizam com cada profissional demitida(o) e suas famílias contra mais esse mau exemplo baseado no exercício de uma visão tosca pela qual donos e gestores das empresas comemoram seus lucros e os trabalhadores pagam pelos maus resultados.

Recife, 26 de fevereiro de 2014.

Sinjope – Fenaj