Reprodução/Google

O segundo turno da campanha eleitoral para presidente, este ano, foi marcada pela divisão dos brasileiros e brasileiras e, principalmente, pela violência. Parte da sociedade dividida entre o candidato da esquerda, Fernando Hadadd (PT) e o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro (PSL). E outra parte que não aprova nenhum dos dois projetos de governo para o Brasil.

Após a apuração das eleições, muitos eleitores que apoiaram o candidato eleito, democraticamente, foram às ruas comemorar o resultado. Alguns usaram deste momento para aterrorizar e praticar violência contra as “minorias”, sempre presentes nos discursos de ódio do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Nesta análise, acompanhamos como a mídia pernambucana noticiou e se posicionou perante os fatos ocorridos.

No portal do Diario de Pernambuco, houve apenas uma matéria reproduzida do Correio Braziliense, do dia. A matéria é intitulada “Menino de oito anos morre em suposta comemoração pró-Bolsonaro”. O texto explica sobre a morte de uma criança na cidade de Ponta Grossa, Paraná, após ser baleado na cabeça por um disparo de arma de fogo. Segundo relatos de quem estava no local, o amigo da família, que manuseava os disparos, estava comemorando a vitória de Jair Bolsonaro quando um deles atingiu o menor.

Diferente do anterior, o site da Folha de Pernambuco publicou uma matéria na noite do domingo, com o título “Relatos de violência são registrados no Recife após resultado da eleição”. No texto, a repórter discorre sobre alguns relatos de violência que aconteceram após a comemoração da vitória do presidente eleito. Pessoas ameaçadas, tiros para cima, entre outros atos para amedrontar os cidadãos.

Por último, o portal do Jornal do Commercio replicou apenas uma matéria do jornal cearense O Povo,  com o título “Jornalistas são agredidas durante cobertura de festa no comitê de Bolsonaro”, onde relata os assédios, agressões físicas e verbais sofridas por duas jornalistas no local, onde eleitores comemoravam a vitória de Jair Bolsonaro, em Fortaleza.

Levando em consideração o conteúdo exposto e o que circulava nas redes sociais, podemos notar que a cobertura da imprensa pernambucana nos seus portais, logo após o resultado das eleições sobre os casos de violências políticas no último domingo, foram praticamente escassos e superficiais. A única matéria em que houve um pequeno aprofundamento sobre os fatos foi na Folha de Pernambuco e mesmo assim ainda deixou escapar outros casos.

O que nos leva a perguntar: qual o verdadeiro papel da imprensa neste caso? Em sua posição, onde se tem muita visibilidade, além de levar todos os acontecimentos para os leitores – o que não aconteceu neste caso – o repúdio a essas atitudes, enquanto empresas de comunicação,  se faz bastante necessário.

Edição: Rosa Sampaio

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