Amanhã completará um mês que a mídia acompanha o caso da ‘menina de Alagoinha, o aborto e a Igreja Católica’.  Isso nos fez pensar em duas questões sobre o poder da mídia. O primeiro deles é como a visibilidade dos fatos pode contribuir na mobilização da sociedade, que por sua vez, tem como papel se organizar para pressionar órgãos ou instituições. Esse ciclo que a notícia pode proporcionar ficou bastante visível ao ler as coberturas sobre os impactos ou ações que resultaram da polêmica declaração do Arcebispo de Recife e Olinda.  Hoje, a coluna de Luce Pereira, traz um exemplo disso quando noticia um debate sobre o assunto promovido pela Frente Estadual Contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. O assunto já virou até tema de cordel e foi tema de debates em programas de Tv.

Além disso, neste caso, é importante observar que declarações de autoridades podem e tem o poder de fazer com que assuntos se estendam na mídia. Tudo depende de quem diz. Os movimentos sociais já realizaram várias e várias atividades e pesquisas sobre o aborto e a posição da Igreja Católica. Com certeza, possui casos e casos para contar. Mas, depende de quem fala. E, neste caso, quem falou foi Dom José. O resultado é que o aborto está na imprensa quase que diariamente e, consequentemente, foi bastante  debatido nas casas, em bares e nas rodas de amigos.

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